Ponto Doce em Família

Momentos em família tem ficado, atualmente, cada vez menos frequentes. Durante muito tempo a mulher, sem perspectivas de trabalho fora de casa, proporcionava almoços e jantares em família. Atualmente, a presença maciça da mulher no mercado de trabalho, embora tenha seu benefício, também acarreta a diminuição desses momentos, pois os homens também não tem tempo disponível para isso.

O que se percebe é o casal sempre com pressa, pensando nas tarefas do trabalho e de casa, conferindo mensagens no celular e no e-mail a qualquer hora do dia e com poucos momentos de partilha em família. Aquela cena tradicional da família na mesa, conversando não é mais tão real. Hoje, a cena mais frequente é pais olhando o celular e filhos no tablet ou assistindo à televisão. Acha que estou exagerando? Presta atenção nos restaurantes…. em quantas mesas a cena é exatamente essa?!

É uma pena… Mas antes que me julguem, não quero dizer com isso que a mulher é a culpada deste cenário, por não estar mais em casa. Acredito que é toda uma complexidade de fatores que contribuem para isso. As novas tecnologias, a pressão do mundo corporativo, a própria competição entre os gêneros para ver que vai mais longe na carreira, enfim… são muitas as questões.

Na verdade, o que eu quero com esse texto é alertar para que as famílias possam ter mais tempo juntos. Aquele tempinho em que todos estão em casa pode ser mais prazeroso! É preciso aproveitar e olhar os filhos. Olhar com os olhos do coração. Ser empático com seus sentimentos, vê-los crescer, rir afetivamente das suas brincadeiras. E mais importante ainda, passar a eles o que te faz feliz. Qual é a atividade que te faz bem? Qual o teu Ponto Doce?

Pais que vivem a vida com prazer, passam a mensagem aos filhos que é bom viver! Que é muito bom fazer aquilo que mais se gosta de fazer na vida! Isso ajuda a criança na sua identidade, na sua maturidade. Vai ser mais fácil pra ela se entender e fazer suas próprias escolhas.

E convenhamos… é muito bom se divertir em família, não é? Tá esperando o que pra planejar uma atividade bem alegre com aqueles que você ama?

#ficaadica

Pra quê viver mais ou menos?

Ao longo desses meses de trabalho com a Viva Social, muita coisa mudou na minha vida. Tenho percebido o quanto realmente vivemos no modo automático e o quanto muitos de nós não nos permitimos ser nós mesmos.

Geralmente, nos defendemos: “Eu sou assim mesmo”! “É a vida”! “Não tem o que fazer”! Nos escondemos nos nossos medos! E justificamos nossos desapontamentos pelos acasos da vida…

Me incomoda muito pensar em viver uma vida que não me satisfaça! E não aceito que as pessoas não busquem a sua qualidade de vida! Pra quê viver mais ou menos, se se pode viver muito melhor?!?!

Eu costumo dizer que a gente segue a boiada e acha que tá no caminho certo. Se todo mundo tá fazendo eu também tenho que fazer…. Se todo mundo é assim, eu também tenho que ser assim… E onde fica a minha individualidade? A minha identidade?

Mas também não pensa que é fácil encontrar o nosso “Eu” verdadeiro. Não é mesmo. Para isso, a gente precisa ter passado por um desenvolvimento e um amadurecimento que são doloridos. Precisamos nos diferenciar de nossos pais/figuras parentais, para que possamos entender quem realmente somos! É um processo difícil, de sentimentos ambivalentes, mas que o resultado é libertador.

Só através do autoconhecimento conseguimos nos enxergar como pessoas com suas próprias vontades, gostos, características… E é por isso que eu e a Vanessa acreditamos tanto no nosso trabalho. Nossa missão é despertar as pessoas para a vida! Para que possam estar sempre buscando qualidade de vida e bem-estar, se encontrando nos seus Pontos Doces e estando em contato com suas necessidades e emoções.

É isso que queremos com o Workshop Redescobrindo seu Ponto Doce! amanhã, dia 30 de setembro, tem mais uma edição, e com preço promocional! Será que não era uma boa dar uma parada para que esse despertar se inicie?

Aqui tem mais informações!

Te esperamos lá!

beijo!

Que cilada…

Eu já comentei aqui no blog sobre a Brené Brown, uma pesquisadora americana que estuda vulnerabilidade. Hoje eu sou muito fã dela, porque por trás da vulnerabilidade, ela descobriu sentimentos como vergonha, imperfeição, medo, falta de autoestima… Sugiro a leitura do livro dela “A coragem de ser imperfeito”. Para mim foi realmente um marco. Entendi muito sobre mim.

Agora estou fazendo um curso online com ela e está sendo muito legal. Numa das aulas ela falou algo que me chamou muito a atenção. Quanto tempo e energia a gente perde se preparando para algo ruim que possa acontecer? Quantas vezes, num momento de muita alegria, no qual tudo parece estar indo tão bem, nos pegamos pensando: “ai ai ai, alguma coisa ruim vai acontecer”!? E já começamos nos preparar para uma tragédia!

Ao invés de aproveitarmos aquele momento de satisfação e de prazer na vida, mudamos a energia e já criamos um escudo. Afinal, temos que nos preparar para o que de ruim vier. Aí até imaginamos diversas situações, como vamos reagir, e…, e…, e… E na verdade, NUNCA vamos estar preparados para as situações desagradáveis da vida.

Então, a grande pergunta é: Por que cargas d`agua perdemos tanto tempo tentando planejar e ser forte para lidar com algo que poooode acontecer, se nunca estaremos preparados?

Para a Brené Brown, nós temos medo da vulnerabilidade. Sentimos que temos que ser perfeitos sempre. Mas isso é impossível. Nós somos frágeis e imperfeitos por natureza. Em sua pesquisa, as pessoas que se sentiam mais felizes eram aquelas que ao invés de se protegerem da vulnerabilidade, sentiam gratidão por aquele instante de alegria na vida.

E essa é uma linda lição para todos nós, que buscamos a felicidade, mas que criamos escudos para não sentirmos sentimentos que achamos ruins, achando que isso vais nos tornar mais fortes! Cilada! A nossa força vem justamente da consciência de que somos imperfeitos e de que precisamos ser gratos pelos momentos mais simples que vivemos!

Gratidão e felicidade andam juntas! A gente só precisa estar consciente disso! Bóra lá?!

Um beijo

Vivi Grafitti

A crise está na moda?

Olá meus queridos, tudo bem com vocês?

Gostaram do meu título? O que vocês acham? A crise realmente está na moda? Infelizmente tenho notado que essa palavra pode ser a mais proferida por todos nós durante esse ano! Ligo o rádio e escuto: crise financeira, crise política, crise estadual, etc etc!!! Sim, estamos em crise… todos nós, e não só o Estado ou a economia, ou os políticos, mas todo nós!
Assisti uma palestra esses dias com o ilustre Paulo Boechat onde ele lembrava que o país já passou por crises piores que essa e que nós “jovens”, que nunca vivemos uma crise, estamos em pânico. E de certa forma ele tem razão! Nós até lembramos da crise, mas não vivenciamos a mesma. Logo, é mesmo mais difícil pra nós estarmos nessa situação.
O que vejo acontecer no meio disso tudo? Que a crise está nos deixando em crise! É todo mundo falando só disso! Vejo muitas pessoas usando essa palavrinha mágica como desculpa para a infelicidade! E isso não pode acontecer! A palavra está na moda, mas vamos tentar minimizar os danos?
Acho que a perspectiva da falta (de $$$) ou a falta de perspectiva (de vida) está ofuscando nossos olhos, nos confundindo, nos apavorando e nos paralisando. Claro que grana é importante e que a falta dela gera muito medo, acreditem, eu sei bem como é isso, mas precisamos extrair o que essa crise pode nos trazer de positivo. E não estou aqui falando em vender lenços para os que choram, mas como uma oportunidade pra parar e olhar para sua vida de uma forma bem sincera.
Está morrendo de medo de perder seu emprego? E se perder? O que vai fazer? Chorar? Gritar? Se revoltar? Ok, pode fazer isso… Mas pense, você gostava mesmo daquele trabalho? Ou ele trazia estress, doença e infelicidade? Quem sabe não foi melhor assim? É difícil pensar por esse lado? É!!! Mas é preciso tentar! Sabe aquele plano B que deixou engavetado durante anos? Será que ele não está lá torcendo para ser reencontrado?
Então… vamos respirar fundo e revisitar nossos planos B, C, D ou E? Sabe o que pensava há tempos atrás: “se nada der certo viro hippie?” E se nada der certo hoje? O que você vai fazer?
Como se sente diante de tudo isso? No fundo até gostou da ideia de ser demitido? Assim poderia realizar o sonho de empreender? Pense nisso! E se for a melhor saída, converse sobre isso no seu trabalho, quem sabe seu chefe está sofrendo tentando te manter no cargo?
Ou, pensou, pensou e não quer ser demitido porque ama o que faz? Então faça o seu melhor, faça de coração! Porque dessa forma suas chances de ser o escolhido para desocupar uma vaga certamente diminuirá!
Aproveite esse momento de mudanças em nosso país e sinta se algo em sua vida também precisa passar por uma reforma!
Bjbj

A felicidade e as rédeas da vida

De uma maneira ou de outra, eu e a Vanessa estamos sempre escrevendo aqui no blog sobre felicidade. É um tema instigante! Instigante porque nunca sabemos se somos felizes mesmo ou se estamos buscando a tal felicidade. Mas o que é felicidade afinal?

Para Mihaly Csikszentmihalyi, um dos pais da psicologia positiva, “a felicidade não é algo que acontece, não é o resultado da boa sorte ou do acaso. Não é algo que o dinheiro possa comprar ou que o poder possa controlar. Não depende de acontecimentos externos, mas sim de como os interpretamos”. Segundo ele, não podemos alcançá-la procurando-a conscientemente. Se nos perguntarmos agora se somos felizes, estaremos deixando de sê-lo, é o que J.S. Mill afirma.

O grande psicólogo Viktor Frankl, autor do livro “Homem em busca de sentido”, que descreve sua experiência no campo de concentração durante Segunda Guerra Mundial, conta que a felicidade não deve ser perseguida, “deve acontecer como um efeito colateral não premeditado de nossa dedicação pessoal a um caminho que é maior que nós mesmos”.

Csikszentmihalyi pontua também que adquirir o controle sobre a vida não é fácil. Pode ser até doloroso. Porém, aquelas coisas que fazemos acontecer trazem uma sensação de domínio, “um sentimento de participação da definição da essência da vida – que está mais próxima daquilo que normalmente chamamos de felicidade do que qualquer outra coisa que possamos imaginar”.

Essas são somente algumas definições de felicidade que podem nos trazer algumas reflexões. Eu penso que primeiramente, buscar a felicidade, definitivamente, não dá certo. Focamos no futuro, que é incerto, e esquecemos o AGORA, que o único tempo que está em nossas mãos. É no presente que temos que prestar atenção para chegarmos ao futuro que queremos. E para isso é fundamental ter as rédeas da nossa vida em nossas mãos. Porém, é muito comum deixarmos essa responsabilidade para o acaso, ou projetarmos para os pais, amigos, chefes…

É doloroso, segurar essas rédeas, como diz Csikszentmihalyi. Dá medo! E se não der certo? Será que eu consigo? Será que eu mereço? Mas ao mesmo tempo, empoderar-se da própria vida é sentir-se pleno. É viver tendo a consciência de que dominar o ambiente externo é muito difícil e de nada acrescentará ao nosso bem-estar. Entretanto, embora pareça contraditório, dominar-se a si é libertador! É viver a felicidade no presente, como um presente da vida!

um beijo a todos!

Escrever é necessário?

Olá meus queridos! Tudo bem com vocês? Como foi o feriado?
Quantas vezes falamos, falamos, falamos e não somos compreendidos? Você já teve essa sensação?
Já falamos aqui sobre a importância da comunicação em qualquer relação, mas por vezes a comunicação falada parece não dar conta desse papel, parece que a outra pessoa não escuta! E aí? O que fazer quando tudo já foi dito?
Eu sempre recomendo uma forma de comunicar, que é importante nas relações e que normalmente é descartada: a escrita!
Pode parecer banal, besta e sem muita importância, mas escrever aquilo que sentimos e como nos sentimos diante de alguma situação específica pode ser a melhor forma de comunicar.
Quando você escreve, pensa muito bem antes de colocar cada palavra no papel, e pode ser que escreva e reescreva mais de uma vez por que precisa se expressar da melhor forma possível para que o outro te compreenda.
Escrever é uma das técnicas utilizadas para a cultura de paz e justiça restaurativa e depois que eu aprendi já apliquei muito e já disse pra muitas pessoas fazerem o mesmo porque sei que funciona.
Não existe regra clara, mas pegue um papel e uma caneta e separe um tempinho pra se dedicar a observar o que  incomoda, magoa ou não está sendo dito em alguma relação (que pode ser qualquer relação, com amigo, colega de trabalho, familiar ou amorosa). Reflita em como descreveria pra essa pessoa o quanto essa situação lhe incomoda e seja sincera com as palavras, diga o que quer dizer, coloque os sentimentos, em como se sente, porque sente, qual a reação que gostaria de ter (gostaria de gritar por exemplo, mas não faz por respeito) e como acha que se pode resolver esse “conflito”. Depois de ser sincero, escrever e reler o que foi escrito entregue a carta ao destinatário e sugira que essa pessoa leia a carta com calma e longe de você. Importante, não crie expectativas de resposta porque talvez ela não venha em forma de palavras mas em simples mudanças no dia-dia.
Porquê essa técnica funciona? Porque você para pra escrever e a pessoa vai parar pra ler, sem ficar buscando desculpas e respostas imediatas como acontece numa discussão. Se lê e reflete-se sobre o que foi lido e depois se pensa com ponderação tudo que ali estava escrito. Sem bate-boca, sem desculpas e sem falar sem pensar!
Tentem, eu já fiz muitas vezes… e posso dizer que vale a pena!
Ah! Não vale usar whatasapp, sms, facebook ou email! É sentar e escrever!!!! Com a mão e o coração na ponta da caneta!

Se for o caso, tentem e me contem como foi!

Bjbj
Vanessa Sta Helena

Os obstáculos da Vida

Olá, tudo bem pessoal?

Hoje eu vim falar com vocês sobre obstáculos que superamos na vida. Todos nós certamente já tivemos algum, sejam maiores ou menores, todos felizmente já passamos por isso! Mas Vanessa, felizmente? Você me pergunta. Eu lhe respondo, sim… felizmente! Afinal, se não fossem esses obstáculos quem seríamos nós? Talvez imaturos, ingênuos o mimados?
Estive pensando bastante durante essa semana sobre a difícil e dolorida arte de crescer… vamos passando por isso sem nos dar por conta, mas não é nada fácil! Visitando minha amiga e seu baby lindo de seis meses me despertou essa análise: aquele ser tão pequeninho, tão querido e já com tantos desafios pela frente! Hoje sofre com seus dentinhos nascendo, amanhã com o pouco equilíbrio para se levantar, e depois pra caminhar caminhar, etc? Aliás, caminhar, que desafio enorme!!! Ter coragem de olhar pra frente e levantar do chão?! Todos nós somos f$#a! Fizemos isso um dia!!! Coragem a nossa, de seguir dando passos incertos até conseguir se equilibrar em nossos próprios pés pra dar os primeiros passos, e mesmo após esse grandioso ato ainda caímos centenas de vezes, e nos reerguemos! Impressionante!!! Porque deixamos pela infância essa coragem absurdamente incentivadora??!!!
Pode parecer bobagem, mas quando fomos nos despindo dessa coragem? Quando começamos a achar os obstáculos mais difíceis? Até ainda mais difíceis do que caminhar? E falar?! Gente… até pra falar certamente sofremos! Só que não lembramos… Será que deveríamos lembrar pra valorizar mais nossas conquistas? Aí alguém deve dizer: “Ah! Mas todo mundo consegue!” E daí? Eu consegui, e você também! Parabéns pra todos nós!!!
Aiiii depois disso tudo, vamos pra escola, vishi… mais desafios… entrar na sala de aula sem conhecer absolutamente ninguém e mesmo assim seguir, e aprender a ler e escrever, aprender a fazer contas, etc etc etc! Somos demais!!!
Ainda conseguimos seguir forte, passar pela adolescência e superar os trilhões de hormônios que nos atrapalhavam um pouco, superamos traumas amorosos gigantescos (mesmo que nossa mãe alertasse que aquele amor, nem era amor!). E finalmente chegamos a vida adulta, UFA! Que alívio! Foi difícil até aqui! Porém, contudo, todavia, quando chegamos aqui, o que fazemos? Reclamamos de cada desafio, de cada obstáculo, seja ele do tamanho que for. Por vezes nos olhamos no espelho incrédulos, achando que agora, dessa vez, já era, não vou conseguir! Oi?! Você pirou???? Olha pra trás pessoa!!! Você já chegou até aqui! Observe seu corpo, pense no esforço que o coitado fez pra crescer! E você pra chegar até aqui! Olhe as cicatrizes que provavelmente tenha materializado algum machucado, que passou! Pas-sou!!!! Parabéns! Você venceu muitos obstáculos! E hoje, se tiver algum a sua frente, empodera-te da tua história, do teu crescimento e olhe com outros olhos pra mais esse desafio! E siga confiante! Pense nos anos que o corpo carrega e se precisar grite em frente ao espelho: você tem 32 anos! Reaja!! Bate o pé no chão! Enxuga as lágrimas e toca ficha!!! Lembre-se da criança que logo que cai levanta-se novamente! Vamo!!!! Levanta aí, sacode a poeira e finalmente, agradeça por cada obstáculo colocado a sua frente… talvez hoje você não o compreenda, mas certamente ele fará de você uma pessoa melhor!!!

Fiquem bem! Mandem notícias, comentem!
bjbj

Vanessa Sta Helena

Conectados à internet, offline de nós mesmos

Estava eu, aqui, pensando sobre o que escrever no blog, quando recebo no WhatsApp um vídeo do Porta dos Fundos. Como não escrever sobre o tema desse vídeo tão bem explorado por esses artistas incríveis?!?! Quem me conhece bem, sabe que eu gaargaalheeei assistindo. Em 20 minutos eu já vi umas três vezes e sempre rindo muito, mas muito!

Ok, mas vamos ao que interessa! Vocês já devem estar curiosos para saber qual é esse tema tão engraçado, não é? Pois eles abordam a nossa conectividade atualmente. É celular, facebook, e-mail, twitter, whatsapp, instagram… E o pobre telefone fixo já é motivo de piada! Ficar 2 horas offline, então, já é motivo de preocupação dos amigos e familiares!

Por mais que pareça engraçado e exagerado, é assim mesmo que estamos vivendo ultimamente. Preocupados com os risquinhos do whatsapp, se está azul e a pessoa não respondeu ainda! Se as pessoas não respondem, ou nem mesmo curtem, uma mensagem no facebook! “Algo está errado”! “Alguma coisa aconteceu”! Bem como a Nessa escreveu no post anterior, a gente não consegue mais esperar. Tudo tem que ser instantâneo!

Me pergunto, que consequências isso está tendo na nossa vida?! Estamos mais impacientes, vivemos mais estressados, sempre buscando algo, sem aproveitar o que está acontecendo agora. E digo aproveitar no sentido de estar conectado ao seu “Eu”, nos seus sentimentos, nas suas emoções, nos seus pensamentos…. Invertemos as coisas, enquanto estamos hiper conectados à internet, estamos offline de nós mesmos! Aqueles que não sucumbem a toda essa tecnologia ainda são chamados de excêntricos, estranhos, e por aí vai…

E o que é mais importante? O que cada um de nós considera como fundamental na nossa vida? Li um texto na internet esses dias que dizia que a obrigação de dar certo na vida não nos deixa parar, ainda que a gente não saiba para onde está indo. Isso me veio à cabeça agora porque mais uma vez eu vejo a importância da gente PARAR e PENSAR: como eu vou usar a tecnologia de uma maneira saudável? Como eu vou viver sem atropelar a minha vida e a vida dos outros? Porque a gente acaba esquecendo os limites de privacidade e até mesmo o respeito conosco e com os outros. Afinal, conseguimos controlar qual foi o último horário que fulano ou fulana visualizou o WhatsApp.

Não deixem de assistir ao vídeo, vale a pena a reflexão e as risadas! Mas também não deixem de pensar sobre essas influências na suas vidas. Fique mais online com seu interior e desconecte um pouco do virtual! Depois me conta! 😉

beijo

Vivi

A paciência

Olá! Tudo bem?

Hoje quero falar sobre um tema bem irritante, a paciência! kkkkkk
Nos dias atuais, que não temos tempo pra nada, será que ainda somos pessoas pacientes?
Quando esperamos ansiosos a resposta do amigo no aplicativo, quando respondemos sem muito pensar para todos os grupos na rede social, estamos treinando a paciência?
Tenho notado o esquecimento da tranquilidade em quase todos os ambientes, em quase todas as esferas… seja no caótico trânsito, onde ouve-se buzinas dispararem no primeiro segundo após o sinal verde, seja na fila de algum lugar ou até na espera de um filho. A ansiedade toma conta de todos, como se estivéssemos a todo momento precisando correr, se esbaforir, cumprir prazos, metas, etc etc etc!!! E isso nos distancia cada dia mais da paciência…que é amiga da compreensão e da empatia!
Com a tecnologia não estamos mais acostumado a esperar… a esperar o filme da máquina fotográfica acabar, mandar revelar as fotos, esperar elas ficarem prontas e finalmente colocar no álbum de família. Hoje as postagens devem ser instantâneas e em grande quantidade. Me pergunto: será que os jovens teriam paciência para esperar e superar a angústia de não saber sequer se o filme não queimou? Chega a ser engraçado, não é mesmo?
E o mercado de trabalho! Será que não era melhor os velhos tempos sem smartphone? Onde os emails profissionais ficavam lá na sua caixa de entrada de emails de trabalho, aguardando pacientemente a segunda-feira chegar para serem respondidos? Hoje email é até demorado, de tanta impaciência que levamos conosco.
Qual a mensagem que quero passar? Se acalme… respire… curta o caminho até seu trabalho, tire os olhos do celular por alguns instantes, caminhe lentamente na sua hora de almoço, almoce sentindo minimamente os sabores… tenha paciência consigo mesmo e com os outros. Não parece fácil, e não é… mas se você parou pra ler esse texto com mais de 150 caracteres já está no caminho certo!

Bjbj

Vanessa Sta Helena

As bençãos que colorem nossas vidas

Eu fiz um curso de Psicologia Positiva esses dias na PUCRS que foi muuuito legal! Essa corrente surge para ir ao caminho inverso do que a psicologia vinha fazendo desde seu início. Parar de olhar somente a doença e começar a olhar os aspectos positivos das pessoas. Estuda como podemos ser mais felizes, viver melhor, enfim…

Esse pensamento me encanta! Com a psicologia social comunitária, na qual tenho grande parte da minha experiência profissional, aprendi a acreditar muito nas potencialidades do Ser Humano e confio que é isso que permite que a pessoa possa se sentir livre para ser quem é, na sua pureza, na sua autenticidade.

Uma das coisas que aprendi no curso e que quero compartilhar com vocês é o exercício das 3 bençãos. Toda noite antes de dormir, anota num bloquinho, que fique ao lado da cama, 3 coisas que te aconteceram naquele dia que tu sente gratidão por ter acontecido. Note, a palavra benção não está relacionada a nada religioso, muito menos àqueles milagres da Igreja Católica. São pequenas situações cotidianas que, muitas vezes, nos passam desapercebidas, mas que são tão gratificantes!

natureza

Pode parecer banal. Mas é um exercício transformador. No início tive dificuldade para encontrar as 3 bençãos. Pensava: “Ah, isso não é tão importante”! Será? Atualmente dou mais valor àquelas simples coisas que aconteciam e eu achava que não eram relevantes. Pois hoje são elas que colorem a minha vida e me fazem sentir muito mais satisfação em viver.

Gratidão pela vida, pela natureza, pela alegria de viver!

Faz lá, e depois me conta se te ajudou!

Um beijo
Vivi Grafitti